Arquivo da Categoria ‘Cotidiano’

Fortaleza e o Lixo

Publicado por Charles Ielpo Em 18/07/2010

Fortaleza precisa reduzir a quantidade diária de 3.300 toneladas de lixo destinada ao aterro de Caucaia com um custo mensal de R$ 7,9 milhões. A solução precisa ser dada até o próximo ano

imagem.aspUma cidade com quase 2,5 milhões de habitantes, belezas naturais invejáveis e um grande problema ambiental e econômico para resolver. As 3,3 mil toneladas de resíduos sólidos (lixo) gerados por dia em Fortaleza podem ficar sem um destino certo já no próximo ano se não forem encontradas soluções adequadas para o Aterro Metropolitano Oeste de Caucaia (ASMOC).

Como está sendo operado atualmente, o aterro tem condições de receber os resíduos das cidades de Fortaleza e Caucaia com segurança até o ano de 2011 e operar no limite até 2013. Além disso, Fortaleza, como uma das cidades-sede da Copa do Mundo, precisa encontrar soluções para a disposição de seus resíduos.

A coleta seletiva de lixo e sua destinação para a reciclagem é o principal projeto que deve ser implementado, de acordo com o Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos para o Município de Fortaleza.

  • Como irá funcionar?

As determinações do documento, aprovado em junho do ano passado para 2010 e 2011 devem ser seguidas sob pena de o município perder os R$ 30 milhões anuais recebidos através do repasse de 2,5% do ICMS equitativo através de requisitos de avaliação de políticas ambientais municipais, segundo a consultora técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), Dellany Oliveira.

O programa de coleta seletiva, se bem aplicado, pode reduzir aproximadamente 35% dos resíduos que são destinados ao ASMOC. O custo mensal da prefeitura com coleta, transporte e destinação final de resíduos sólidos e educação ambiental é de R$ 7,9 milhões. Os valores são pagos à Ecofor, empresa que tem contrato de concessão pública para a coleta.

  • Soluções?

jangurussuAlém disso, outra obrigação é com a Política Nacional de Resíduos Sólidos aprovada no começo deste mês. A política estabelece que os municípios, por exemplo, precisam banir lixões e implantar sistemas para a coleta de materiais recicláveis nas residências. Hoje, apenas 7% das prefeituras prestam o serviço. Hoje o país perde R$ 8 bilhões por ano ao enterrar lixo reciclável.

O primeiro já existe no Jangurussu (Regional VI) e recebe todos os resíduos das regionais II e VI, mas precisa ser melhorado para funcionar corretamente. “Se construímos centros de triagem não há a necessidade de mudar radicalmente a cultura do cearense. Basta que ele separe lixo seco de lixo úmido”, detalhou.

Fonte: Jornal O Povo

Idosa é atropelada ao descer de ônibus no Terminal Lagoa.

Publicado por Charles Ielpo Em 19/09/2009

Cinco acidentes foram registrados este ano nos terminais. Entre os motivos estão a superlotação, pressa e má educação

O atropelamento de uma idosa dentro do terminal da Lagoa, ocorrido na última quarta-feira, foi o primeiro acidente considerado grave em um dos sete terminais em 2009. Segundo a Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), foram registrados outros quatro acidentes nesse período, todos no terminal do Papicu. As vítimas tiveram ferimentos leves. Em dois casos os usuários escorregaram ao descer do coletivo. O acidente de quarta-feira foi o primeiro caso de atropelamento.

Filas desorganizadas, demora, superlotação e tumulto no embarque e desembarque trazem insegurança para a rotina de quem usa o transporte coletivo. A tensão é diária. Quem precisa passar pelos terminais nos horários de pico relata que as jornadas são motivo de estresse. O professor Januário Nascimento, 27, deixou de pegar ônibus no terminal de Parangaba e paga uma passagem a mais para evitar as confusões da fila. “A minha noiva já machucou o pé por causa do empurra-empurra da subida“, relata.

Mesmo nas filas preferenciais, idosos, gestantes e pessoas com crianças de colo não estão livres do aperreio. “Às vezes o pessoal empurra pra tomar a frente. Até idosos fazem isso“, lamenta a aposentada Francisca Cruz, 79. Tudo pela disputa por um lugar para viajar sentado. O agricultor Antônio Pereira do Nascimento, 74, conforma-se. “Pedir eu não peço. Muitas vezes tem um jovem (ocupando o assento preferencial), fazem cara feia“.

Até o início da noite de ontem, a idosa atropelada no terminal continuava internada no Instituto Dr. José Frota (IJF), consciente e com o quadro de saúde estável. O presidente da Etufor, Ademar Gondim, informou que há uma comissão apurando as causas do acidente e que a empresa acompanha o caso para garantir que a assistência necessária seja prestada à vítima. Segundo ele ainda não há definição dos responsáveis.

CUIDADOS NOS ÔNIBUS

> Evite subir ou descer do ônibus com o carro em movimento.

> Não pare nos degraus nem fique muito perto da porta ou das catracas.

> Idosos, gestantes e pessoas com crianças de colo têm direito ao embarque pela porta dianteira e aos assentos preferenciais.

> Ao embarcar num ônibus lotado, fique atento aos seus pertences. Ladrões costumam se aproveitar do tumulto na subida para furtar objetos.

> Evite descer longe da calçada ou fora das paradas.

> Quando descer, procure se adiantar ao sinalizar a parada e ir para a saída do ônibus.

Fonte: Jornal O Povo.  Jornalista Roberta Felix. Disponivel em: http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/910464.html

Areia proveniente do cemitério do Bom Jardim seria utilizada em uma obra de pavimentação no Siqueira

Um carregamento de areia retirada do cemitério do Bom Jardim, na região periférica da cidade, seria usado em uma obra da Prefeitura de Fortaleza. O material, com restos mortais e resíduos funerais, estava em uma rua do Siqueira, um dos bairros mais carentes da região. Duas empresas licitadas para a execução de serviços na região foram notificadas pela Secretaria Executiva Regional (SER) V, uma espécie de sub-prefeitura.  O órgão nega ter responsabilidade sobre o fato. A Polícia Civil deve solicitar informações sobre o caso e pode instaurar inquérito. Já a Comissão de Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa promete acionar o Ministério Púlico Estadual (MPE).

Uma obra de pavimentação vem sendo executada na rua Eriveu Ramos, no bairro Siqueira. Populares afirmam que, no início da semana, houve despejo de areia do cemitério na via. “Não tinha quem suportasse o odor”, comentou um morador. Segundo o titular da Regional, Récio Ellery, o órgão foi comunicado do fato na terça-feira e impediu o uso do material. Ele explica ainda ter determinado a remoção da areia para o aterro sanitário de Caucaia.

Ontem, dia 04 de setembro,  ainda havia resíduos: ossos, cabelos, roupas, lápides e alças de caixões. Moradores alertaram que, antes, duas carradas de areia tinham sido recolhidas. Os restos mortais e funerais foram postos em sacos, no canto da calçada.

Restos mortais encontrados na areia que foi estinada à obra colocados em um saco plástico.

Restos mortais encontrados na areia que foi estinada à obra colocados em um saco plástico.

De acordo com Récio, o cemitério do Bom Jardim passa por intervenções. No início do ano, ele lembra, houve a conclusão do trabalho de exumação de cinco mil corpos, sepultados havia mais de uma década. Os restos mortais foram transferidos para um ossário.

Em seguida, conforme o secretário, a empresa licitada Campos Oliveira começou a construir novos jazigos na área em que houve as exumações. Com a obra, diz Récio, seis mil vagas seriam disponibilizas. De acordo com a Regional, o cemitério – inaugurado em 1994 – tem capacidade para 66 mil corpos e, hoje, tem 60 mil. Por dia há uma média de 14 enterros.

A areia retirada na construção de jazigos deveria ser encaminhada ao aterro, mas uma parte foi parar na rua Eriveu Ramos. A pavimentação está sendo executada pela empresa licitada Cetro Engenharia. Segundo Récio, a Campos Oliveira e a Cetro serão submetidas a um processo administrativo para saber como a areia retirada por uma empresa chegou à obra de outra.

Conforme ainda o secretário, o achado de restos mortais na areia – mesmo após as exumações – pode ser explicado pelo fato de que as valas, cada uma com três corpos, não eram de concreto e, com o tempo, os resíduos se misturam ao solo. Os novos jazigos, explica Récio Ellery, são de concreto.

Fonte: Jornal O Povo. Disponível em http://www.opovo.com.br/opovo/fortaleza/907082.html

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