Arquivo da Categoria ‘Genética’

Cientistas americanos criam pulmão artificial com células-tronco

Publicado por Charles Ielpo Em 24/06/2010

O primeiro passo para a criação de pulmões artificiais foi dado por cientistas dos EUA. Em estudo da Universidade de Yale, pesquisadores conseguiram regenerar o tecido pulmonar de ratos usando células-tronco. Já um time da Havard desenvolveu um tecido para testar novas drogas.

1574R-018939Os estudos, publicados na Science desta quinta-feira (24), indicam que dentro de alguns anos será possível substituir órgãos com problemas e testar o funcionamento de tecidos em dispositivos artificiais e não em animais. “Este é um pequeno passo na regeneração de pulmões inteiros para animais maiores e, eventualmente, para o homem”, disse Laura Niklason de Yale.

Sua equipe retirou praticamente todas as células do pulmão, deixando apenas a estrutura básica, similar em todos os seres. Como ela é feita de colágeno, praticamente não há chances de rejeição. Eles, então, colocaram esse tecido em uma cultura de células-tronco específicas dentro de uma incubadora.

As células se posicionaram corretamente nos locais necessários, o que fez os cientistas acreditarem que elas possuem códigos postais. Assim, elas criaram alvéolos, vias aéreas e vasos sanguíneos para permitir a troca de oxigênio do pulmão com o sangue.

Ao ser implantado novamente em ratos, o tecido funcionou como verdadeiro, auxiliando-os a respirar. Porém, após pouco mais de duas horas, coágulos de sangue apareceram. Eles trabalham agora para resolver este problema.

Os cientistas esperam fazer órgãos com as próprias células-tronco da pessoa e induzir o processo de diferenciamento celular a partir daí.

Sem cobaias animais

Já os pesquisadores liderados por Donald Ingber, da Harvard, buscaram um novo meio de estudar o pulmão para desenvolvimento de drogas sem utilizar animais. O microchip do tamanho de uma ervilha imita as funções dos alvéolos pulmonares, simulando a troca de oxigênio do pulmão com o sangue. Ele é composto por três partes, células do pulmão, uma membrana permeável e um vaso sanguíneo. Eles precisam ainda provar que o dispositivo consegue trocar gases, função essencial do pulmão.

Fonte: Uol Ciência

Célula-troco x Coração

Publicado por Charles Ielpo Em 15/04/2010

Célula-tronco adulta não remonta coração, mostra estudo

Uma análise dos resultados conseguidos até agora com o uso de células-tronco para tratar doenças cardíacas mostra que ainda vai ser preciso muito trabalho para que seja possível falar em curas.

coraçãoAs células-tronco adultas, por exemplo, revelaram-se incapazes de reconstruir o tecido do coração, ao contrário do que se esperava, e o uso de outros tipos celulares em pessoas ainda está distante.

“Eu não diria que se trata de uma avaliação pessimista, embora, de fato, ela seja bastante crítica”, disse à Folha o médico José Eduardo Krieger, do Incor (Instituto do Coração). “O importante é que o campo está mais maduro.

E é claro que a gente não conseguiria saber onde a coisa não funcionou, e como melhorar, sem esses oito anos de tentativas”, afirma Krieger, que assina a análise junto com colegas da Holanda no periódico científico “Science Translational Medicine”.

No caso das células-tronco adultas, em geral obtidas do próprio paciente que vai ser tratado, o balde de água fria é mais dolorido porque elas chegaram rápido aos testes com pacientes humanos.

  • Rejeição

Isso aconteceu porque o transplante desse tipo de célula, ao ocorrer dentro do mesmo organismo, por assim dizer, não traz riscos de rejeição. Havia a expectativa de que ao menos algumas delas pudessem ter grande versatilidade, assumindo o papel das células do coração e reconstruindo o órgão.

Esse potencial de “curinga” é real no caso das células-tronco embrionárias. Mas, no caso das adultas, a coisa se revelou mais complexa. “Elas não são o curinga do baralho, como a gente acreditava na fase inicial, mais ingênua, da pesquisa”, diz Krieger.

Administrá-las até melhora um pouco a atividade cardíaca, aparentemente porque elas produzem substâncias que levam o órgão a se regenerar em parte, além de facilitarem o surgimento de vasos sanguíneos, o que também ajuda.

Conforme os testes clínicos foram abarcando mais pacientes, as supostas melhoras dramáticas dos primeiros doentes foram ficando menos impressionantes. “Nesses casos, é provável que o efeito placebo [a simples influência psicológica positiva do tratamento sobre o doente] tenha agido.”

  • Novos rumos

As decepções, contudo, devem trazer correções de rumo. Para Krieger, as células adultas podem virar a abordagem indicada para prevenir problemas mais sérios, como infartos, em certos pacientes.

No caso de pessoas com o coração “crescido” por problemas como o mal de Chagas, mesmo as células embrionárias não serão capazes de corrigir o formato do órgão -uma cirurgia de reconstrução é indispensável.

“E, em outros casos, precisamos gerar novas células cardíacas, e para isso um caminho é reprogramar células adultas para que elas se comportem como embrionárias”, diz ele, referindo-se às chamadas células iPS, uma das grandes promessas do ramo hoje.

Também pode-se buscar as poucas células do coração com capacidade de se regenerarem e transplantá-las.

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Esquema de diferenciação de células-tronco embrionárias in vitro

Uma mutação no DNA a cada 15 cigarros

Publicado por Charles Ielpo Em 18/12/2009

Mapas genéticos vão transformar a luta contra o câncer

Cientistas identificaram todas as mudanças nas células de dois tipos fatais de câncer para produzir os primeiros mapas genéticos inteiros de um tumor. Segundo eles, isso marca um “momento transformador” na compreensão da doença.

Os estudos feitos por uma equipe internacional e pelo Instituto Wellcome Trust Sanger, da Grã-Bretanha, representam as primeiras descrições abrangentes de mutações celulares tumorais, e podem revelar todas as mudanças genéticas por trás do melanoma de pele e do câncer de pulmão.

cigarro“O que estamos vendo hoje vai transformar a forma como vemos o câncer”, disse a jornalistas em Londres Mike Stratton, do projeto do genoma do câncer do Instituto Sanger. “Nunca vimos o câncer ser revelado dessa forma”.

Os cientistas sequenciaram todo o DNA do tecido canceroso e do tecido normal em um paciente com melanoma e de um paciente com câncer de pulmão, usando uma tecnologia chamada sequenciamento paralelo em massa. Comparando as sequências tumorais com as saudáveis, conseguiram localizar todas as mudanças específicas do câncer.

O tumor de pulmão continha mais de 23 mil mutações, e o do melanoma tinha mais de 33 mil.

Mutação a cada 15 cigarros

Peter Campbell, também do Instituto Sanger, disse que o estudo sobre o câncer de pulmão sugere que o fumante desenvolve uma mutação a cada 15 cigarros que consome, e que o dano começa na primeira tragada. O câncer de pulmão mata cerca de 1 milhão de pessoas por ano no mundo, e 90 por cento dos casos são provocados pelo tabagismo.

dna_mutação“Esses catálogos de mutações estão nos dizendo como o câncer se desenvolve – então vão nos informar sobre a prevenção … e sobre processos que são perturbados na célula cancerosa”, disse Stratton.

Mas os cientistas disseram que identificar todas as mutações que causam o câncer exigirá muito mais trabalho, possivelmente ao longo de vários anos, até que surjam novos alvos para o desenvolvimento de medicamentos inéditos.

“Em algum lugar entre as mutações encontramos à espreita aquelas que levam as células a se tornarem cancerosas”, disse Andy Futreal, que participou da pesquisa publicada na revista Nature. “Localizá-los será um dos nossos grandes desafios nos próximos anos”.

Os cientistas já haviam identificado algumas mutações genéticas ligadas ao câncer – mutações de um gene chamado Braf são encontradas no melanoma, e novas drogas para bloquear essa atividade causadora do câncer estão sendo desenvolvidas. Medicamentos como o Herceptin (Roche) e Iressa (Astra-Zeneca) também atacam células com mutações específicas.

Stratton disse que o objetivo agora é produzir mapas genéticos de todos os tipos de câncer. Há mais de cem tipos de câncer, e cada processo de mapeamento genômico leva vários meses e custa dezenas de milhares de dólares.

Fonte: Portal UOL. http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/reuters/2009/12/16/mapas-geneticos-vao-transformar-a-luta-contra-o-cancer.jhtm

Síndrome de Down

Publicado por Charles Ielpo Em 21/08/2009

A Sindrome de Down ou trissomia do 21, é sem dúvida o distúrbio cromossômico mais comum e a mais comum forma de deficiência mental congênita. Geralmente pode ser diagnosticada ao nascimento ou logo depois por suas características dismórficas, que variam entre os pacientes, mas produzem um fenótipo distintivo.

Mapa genético da Síndrome de Down

Mapa genético da Síndrome de Down

Devida à trissomia do cromossomo 21 e ocorre com a freqüência de 1 caso para 500 a 600 nascimentos normais. Causa, seguramente, mais deficientes mentais do que qualquer outra doença. A síndrome de Down constituiu a primeira anormalidade cromossômica descrita para o homem, pois Lejeune, já em 1959, demonstrou que os indivíduos com síndrome de Down apresentam excesso de um pequeno cromossomo acrocêntrico. De acordo com a classificação de Denver, trata-se de um cromossomo do grupo G; porém, é impossível saber com certeza se se trata do cromossomo 21 ou do 22, pois ambos são morfologicamente Idênticos. Em todo caso, deve tratar-se sempre do mesmo cromossomo que se encontra triplicado em todos os mongolóides; por convenção, este cromossomo é considerado como sendo o 21. A identificação dos mongolóides, principalmente dos brancos, é fácil pois a aparência dos pacientes é típica. A ‘característica mais marcante é o retardamento mental, pois seu QI varia entre 15 e 50. Outras características são a face achatada, a existência de uma prega típica no canto dos olhos, a língua saliente e sulcada, a dentição irregular, as orelhas pequenas e deformadas. O abdômen costuma ser saliente e o tecido adiposo é abundante. A genitália é pouco desenvolvida; nos homens o pênis é pequeno e há criptorquidismo e nas mulheres os lábios e o clitóris são pouco desenvolvidos; embora não se conheça nenhum caso de homem afetado que tenha se reproduzido, as mulheres mongolóides são férteis. Os dedos são, freqüentemente, curtos e grossos com falta de uma falange no dedo mínimo; nas palmas das mãos é comum a existência de uma prega transversal denominada prega simiesca. A pele é flácida determinando o aparecimento de rugas nas frontes e os ligamentos são frouxos causando uma marcha insegura; defeitos do coração são freqüentes. Em conseqüência das anomalias cardíacas e de uma baixa resistência a infecções, a longevidade dos mongolóides costumava ser reduzida; hoje os cuidados médicos aumentam sensivelmente as probabilidades de sobrevivência dos mongolóides. No recém-nascido não se nota o principal sintoma de mongolismo, ou seja, o retardamento mental. Peso inferior ao normal, orelha disforme, prega simiesca e outros achados na mão dos recém-nascidos são algumas indicações que recomendam a realização do exame citogenético.

Criança portadora da Síndrome

Criança portadora da Síndrome

As mãos são curtas e largas, frequentemente com uma única prega palmar transversa (”prega simiesca”).

Mão de um ortador da síndrome

Mão de um ortador da síndrome

Os pés mostram um amplo espaço entre o primeiro e o segundo dedos.

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