Pesquisadores brasileiros encontraram o fóssil de um predador pré-histórico em excelente estado de conservação no município gaúcho de Dona Francisca, a 260 quilômetros de Porto Alegre. O réptil, classificado como um Prestosuchus chiniquensis, viveu há 240 milhões de anos, antes do aparecimento dos dinossauros. Segundo os cientistas, é o fóssil mais bem conservado do maior predador do Triássico médio.
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Fóssil de megapredador pré-histórico é encontrado no RS
Raio-X pré-histórico
Com raios X, cientistas tentam desvendar cérebro humano de 2 milhões de anos
Espécie ‘Australopithecus sediba’ foi encontrada na África do Sul.
Exame empregado por europeus consegue ‘ver’ o que há dentro do fóssil.
Pesquisadores europeus estão usando aparelhos de raio X de última geração para tentar encontrar indícios de como era o cérebro de um ancestral do homem de cerca de 2 milhões de anos, encontrado recentemente na África do Sul e batizado de Australopithecus sediba.
Novo elo na evolução
Hominídeo achado na África do Sul revela uma nova etapa na evolucão humana
Dois esqueletos parcialmente fossilizados de uma espécie de hominídeo, com quase dois milhões de anos, foram descobertos na África do Sul, levantando o véu sobre uma nova etapa da evolução humana, segundo trabalhos divulgados nesta quinta-feira pela revista americana Science.

Dois esqueletos parciais fossilizados de uma espécie de hominídeo, com quase dois milhões de anos, foram descobertos na África do Sul, levantando o véu sobre uma nova etapa da evolução humana, segundo trabalhados divulgados nesta quinta-feira pela revista americana Science. Foto:Ho/AFP
A nova espécie de hominídeo foi batizada de ‘Australopithecus sediba‘. Dois espécimes – uma mulher adulta e um homem jovem – com uma idade estimada entre 1,95 e 1,78 milhão de anos foram encontrados perto um do outro, em 2008, em boas condições de conservação numa caverna situada a 40 km de Johannesburgo. Os dois espécimes tinham cerca de 1,27 metro de altura. A fêmea pesava 33 quilos e o jovem macho, cuja idade é estimada em 10 anos, 27 kg. As espécies tinham cérebros pequenos, de tamanho correspondente a um terço o volume do dos homens modernos.
“Estes fósseis nos dão um olhar extraordinariamente detalhado a um novo capítulo da evolução humana e abrem uma janela paa um período crítico, quando os hominídeos fizeram a mudança da dependência na vida nas árvores à vida no solo”, disse Lee Berger, principal autor do artigo.
Eles caminhavam eretos e compartilhavam vários traços das primeiras espécies conhecidas de ‘Homo sapiens‘, com braços longos como os símios, e mãos curtas e fortes, o que poderá ajudar a responder a alguns questionamentos científicos, enfatizaram os pesquisadores. Tinham pélvis evoluídas, dentes pequenos e pernas longas que permitiam que corressem como um homem. Também é provável que fossem capazes de subir em árvores.
A estrutura do esqueleto dos dois fósseis é similar à das primeiras espécies de ‘homos’, mas os novos exemplares parecem tê-lo empregado da mesma forma que “Lucy,” que talvez seja o mais famoso fóssil de hominídeo.
Encontrada em 1974, Lucy tinha 3,2 milhões de anos e foi considerada o ancestral comum da humanidade até a descoberta de “Ardi” (Ardipithecus ramidus), com 4,4 milhões de anos, que aponta para um ancestral comum com o chimpanzé.
Berger disse não ser possível estabelecer a posição “precisa” da nova espécie com relação aos primeiros homens. “Podemos concluir que esta nova espécie partilha mais características derivadas dos primeiros ‘homos’ do que qualquer outra espécie de australopiteco, e por isso representa um candidato a ancestral para o gênero…”, afirmou. O local da descoberta é rico em fósseis e pelo menos outros dois espécimes de sediba foram retirados da terra e estão sendo analisados, disse Berger.
Os cientistas também identificaram os fósseis de pelo menos 25 outras espécies de animais, incluindo uma hiena, um cão selvagem, antílopes e um cavalo.












