Arquivo da Categoria ‘Biotecnologia’

Vacina contra H1N1 pode dar falso positivo para HIV

Publicado por Charles Ielpo Em 21/05/2010

Segundo a ANVISA, falso resultado pode ocorrer até 112 dias após vacinação.
Alteração em anticorpo ‘engana’ teste mais comum realizado no Brasil.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou nesta sexta-feira (21) que as pessoas que tomaram a vacina H1N1, contra a nova gripe, podem ter resultado positivo para HIV mesmo sem ter o vírus que provoca a Aids. Segundo a agência, o falso resultado positivo pode ocorrer até 112 dias após a pessoa ter se vacinado contra a gripe.

O falso resultado acontece porque a vacina contra a gripe aumenta a produção de um anticorpo, chamado de IgM (o primeiro batalhão de defesa do organismo), que “engana” o Elisa, o teste mais comum feito no Brasil para diagnosticar o vírus da Aids. Essa reação faz o organismo reproduzir uma condição parecida com aquela de quem tem o vírus HIV.

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Churrasco de laboratório?

Publicado por Charles Ielpo Em 03/05/2010

Carne produzida em laboratórios abre portas para um futuro sem matadouros

Washington, 2 mai (EFE).- A produção de carne em laboratórios sem a necessidade de matar animais se afasta da ficção científica e poderia dar origem em menos de dez anos a um hambúrguer ecologicamente correto.

  • O que é?

A carne fermentada é elaborada a partir do cultivo em laboratório de células-tronco ou de músculo de animais como frangos, porcos ou cordeiros. Sua produção pode, inclusive, ser controlada, para evitar doenças como o mal da vaca louca ou a gripe A. Também será possível produzir carne light. A fórmula secreta está em uma espécie de sopa biomédica composta de nutrientes procedentes de sangue animal e microorganismos.

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A alternativa, uma dos 50 invenções do ano segundo a revista “Time” em 2009, seria “mais saudável e menos poluente” e teria as mesmas proteínas que a carne normal, segundo seus defensores.

“E até poderemos fazer hambúrgueres que previnam ataques cardíacos”, assegurou à Agência Efe Jason Matheny, diretor da New Harvest, uma organização sem fins lucrativos que une esforços de cientistas de todo o mundo nesta área.

Para convencer as pessoas que desconfiam desse novo tipo de carne, Matheny argumenta que “a maior parte do que comemos vem de laboratórios, tudo é processado”, como o leite e o queijo.

Sobre a possibilidade de que estas práticas experimentais possam ter efeitos inesperados para a saúde humana, respondeu: “Não somos conscientes de nenhum risco”.

A invenção poderia ser uma solução para a insustentabilidade em um planeta onde a pecuária devasta a Floreta Amazônica e agrava o aquecimento global, como alertou um relatório das Nações Unidas.

1259635431318_9Por enquanto, o resultado são apenas pequenas tiras de carne de um centímetro de comprimento, nas quais é possível acrescentar proteínas.

Se a tecnologia continuar avançando, “de cinco a dez anos”, estimou Matheny, essas tiras poderiam produzir substitutos para a carne em grande escala, com uma textura dura o suficiente para ser mastigada e com um sabor que poderá ser confundido com o de um bife “tradicional”.

O alto custo do processo é, segundo o cientista, o único obstáculo à comercialização do produto.

“Precisamos de sistemas automatizados mais eficientes que não requeiram o trabalho de pessoas e encontrar ingredientes mais baratos, porque os de agora procedem de pesquisa biomédica”, explicou.

O Governo holandês é o que mais investiu nas pesquisas, com um total de US$ 5 milhões, seguido por centros de EUA, Japão, Austrália e dos países escandinavos.

Segundo o diretor da New Harvest, grandes companhias de biotecnologia investem na pesquisa nos EUA, mas foi proibido de revelar seus nomes.

Estes avanços poderiam acrescentar uma nova linha de produtos ao mercado do setor dirigido aos consumidores vegetarianos.

Este setor ocupa cada vez mais espaço nas prateleiras de supermercados de todo o mundo, que já contam com hambúrgueres feitos de tofu ou soja.

Fonte: EFE

Vírus no combate à bactérias resistentes

Publicado por Charles Ielpo Em 20/04/2010

Um bacteriófago poderá ser a nova arma para tratar infecções causadas por microorganismos que estão se tornando cada vez mais resistentes aos antibióticos.

Pesquisadores da Universidade College London, Inglaterra, acabam de completar com sucesso os primeiros testes clínicos com um vírus bacteriófago, chamado Biophage-PA, que se mostrou capaz de destruir a bactéria Pseudomonas aeruginosa, causadora de fortes infecções no ouvido.

  • Resistência aos antibióticos

Os antibióticos têm sido eficazes no combate às infecções há décadas. Mas as bactérias têm armas contra eles: elas evoluem para se tornar resistentes aos antibióticos, seja secretando enzimas que os destroem, seja desenvolvendo mecanismos internos que expulsam os compostos químicos do medicamento do interior de suas células.

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O pâncreas é o órgão responsável pela produção de insulina, hormônio que regula a quantidade de glicose no sangue, juntamente com o glucagon, outro hormônio que tem ação contrária à insulina.

O pâncreas é o órgão responsável pela produção de insulina, hormônio que regula a quantidade de glicose no sangue, juntamente com o glucagon, outro hormônio que tem ação contrária à insulina.

O teste de um “pâncreas artificial” que monitora o nível de açúcar no sangue e administra insulina e um hormônio regulador chamado glucagon ajudou pacientes com diabetes a terem níveis quase normais de açúcar no sangue durante mais de 24 horas, disseram pesquisadores dos EUA nesta quarta-feira (14).

O sistema, constituído por um monitor de glicose, duas bombas e um laptop, é feito para melhor imitar o mecanismo natural do organismo para controlar o excesso ou falta de açúcar no sangue.

Em testes anteriores de sistemas equivalentes ao pâncreas, mas que administravam apenas insulina, alguns pacientes ficaram com uma grave hipoglicemia (baixo grau de açúcar no sangue).

O acréscimo de pequenas doses de glucagon, um hormônio liberado pelo pâncreas para aumentar o nível de açúcar no sangue, ajudou a superar isso, segundo o estudo publicado na revista “Science Translational Medicine”.

Após alguns ajustes para um programa sofisticado de computador que faz o papel do cérebro no sistema, todos os 11 adultos envolvidos no estudo tinham um bom controle de açúcar no sangue, sem hipoglicemia, mesmo depois de consumirem três refeições ricas em carboidratos.

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Célula-troco x Coração

Publicado por Charles Ielpo Em 15/04/2010

Célula-tronco adulta não remonta coração, mostra estudo

Uma análise dos resultados conseguidos até agora com o uso de células-tronco para tratar doenças cardíacas mostra que ainda vai ser preciso muito trabalho para que seja possível falar em curas.

coraçãoAs células-tronco adultas, por exemplo, revelaram-se incapazes de reconstruir o tecido do coração, ao contrário do que se esperava, e o uso de outros tipos celulares em pessoas ainda está distante.

“Eu não diria que se trata de uma avaliação pessimista, embora, de fato, ela seja bastante crítica”, disse à Folha o médico José Eduardo Krieger, do Incor (Instituto do Coração). “O importante é que o campo está mais maduro.

E é claro que a gente não conseguiria saber onde a coisa não funcionou, e como melhorar, sem esses oito anos de tentativas”, afirma Krieger, que assina a análise junto com colegas da Holanda no periódico científico “Science Translational Medicine”.

No caso das células-tronco adultas, em geral obtidas do próprio paciente que vai ser tratado, o balde de água fria é mais dolorido porque elas chegaram rápido aos testes com pacientes humanos.

  • Rejeição

Isso aconteceu porque o transplante desse tipo de célula, ao ocorrer dentro do mesmo organismo, por assim dizer, não traz riscos de rejeição. Havia a expectativa de que ao menos algumas delas pudessem ter grande versatilidade, assumindo o papel das células do coração e reconstruindo o órgão.

Esse potencial de “curinga” é real no caso das células-tronco embrionárias. Mas, no caso das adultas, a coisa se revelou mais complexa. “Elas não são o curinga do baralho, como a gente acreditava na fase inicial, mais ingênua, da pesquisa”, diz Krieger.

Administrá-las até melhora um pouco a atividade cardíaca, aparentemente porque elas produzem substâncias que levam o órgão a se regenerar em parte, além de facilitarem o surgimento de vasos sanguíneos, o que também ajuda.

Conforme os testes clínicos foram abarcando mais pacientes, as supostas melhoras dramáticas dos primeiros doentes foram ficando menos impressionantes. “Nesses casos, é provável que o efeito placebo [a simples influência psicológica positiva do tratamento sobre o doente] tenha agido.”

  • Novos rumos

As decepções, contudo, devem trazer correções de rumo. Para Krieger, as células adultas podem virar a abordagem indicada para prevenir problemas mais sérios, como infartos, em certos pacientes.

No caso de pessoas com o coração “crescido” por problemas como o mal de Chagas, mesmo as células embrionárias não serão capazes de corrigir o formato do órgão -uma cirurgia de reconstrução é indispensável.

“E, em outros casos, precisamos gerar novas células cardíacas, e para isso um caminho é reprogramar células adultas para que elas se comportem como embrionárias”, diz ele, referindo-se às chamadas células iPS, uma das grandes promessas do ramo hoje.

Também pode-se buscar as poucas células do coração com capacidade de se regenerarem e transplantá-las.

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Esquema de diferenciação de células-tronco embrionárias in vitro

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