
Fortaleza precisa reduzir a quantidade diária de 3.300 toneladas de lixo destinada ao aterro de Caucaia com um custo mensal de R$ 7,9 milhões. A solução precisa ser dada até o próximo ano
Uma cidade com quase 2,5 milhões de habitantes, belezas naturais invejáveis e um grande problema ambiental e econômico para resolver. As 3,3 mil toneladas de resíduos sólidos (lixo) gerados por dia em Fortaleza podem ficar sem um destino certo já no próximo ano se não forem encontradas soluções adequadas para o Aterro Metropolitano Oeste de Caucaia (ASMOC).
Como está sendo operado atualmente, o aterro tem condições de receber os resíduos das cidades de Fortaleza e Caucaia com segurança até o ano de 2011 e operar no limite até 2013. Além disso, Fortaleza, como uma das cidades-sede da Copa do Mundo, precisa encontrar soluções para a disposição de seus resíduos.
A coleta seletiva de lixo e sua destinação para a reciclagem é o principal projeto que deve ser implementado, de acordo com o Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos para o Município de Fortaleza.

- Como irá funcionar?
As determinações do documento, aprovado em junho do ano passado para 2010 e 2011 devem ser seguidas sob pena de o município perder os R$ 30 milhões anuais recebidos através do repasse de 2,5% do ICMS equitativo através de requisitos de avaliação de políticas ambientais municipais, segundo a consultora técnica da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (Semam), Dellany Oliveira.
O programa de coleta seletiva, se bem aplicado, pode reduzir aproximadamente 35% dos resíduos que são destinados ao ASMOC. O custo mensal da prefeitura com coleta, transporte e destinação final de resíduos sólidos e educação ambiental é de R$ 7,9 milhões. Os valores são pagos à Ecofor, empresa que tem contrato de concessão pública para a coleta.
- Soluções?
Além disso, outra obrigação é com a Política Nacional de Resíduos Sólidos aprovada no começo deste mês. A política estabelece que os municípios, por exemplo, precisam banir lixões e implantar sistemas para a coleta de materiais recicláveis nas residências. Hoje, apenas 7% das prefeituras prestam o serviço. Hoje o país perde R$ 8 bilhões por ano ao enterrar lixo reciclável.
O primeiro já existe no Jangurussu (Regional VI) e recebe todos os resíduos das regionais II e VI, mas precisa ser melhorado para funcionar corretamente. “Se construímos centros de triagem não há a necessidade de mudar radicalmente a cultura do cearense. Basta que ele separe lixo seco de lixo úmido”, detalhou.
Fonte: Jornal O Povo
Dois anticorpos reacendem esperança para vacina contra Aids
Cientistas descobriram dois poderosos anticorpos capazes de bloquear, em laboratório, a maioria das cepas conhecidas do vírus da imunodeficiência humana adquirida (HIV), abrindo potencialmente o caminho para uma vacina eficaz contra a Aids, segundo trabalhos publicados nesta quinta-feira.
Mais de 25 anos depois da identificação do vírus HIV, responsável por quase 30 milhões de mortes no mundo, a busca por uma vacina contra a infecção continua infrutífera, apesar dos grandes esforços da comunidade internacional e dos recursos empregados.
Mas estes dois antígenos, batizados de VRCO1 e VRCO2, parecem muito promissores, pois impedem a infecção de células humanas em mais de 90% das variedades do HIV em circulação, e com uma eficácia sem precedentes.
Os autores destes trabalhos, publicados na edição de 9 de julho da revista científica americana Science, desmontaram também o mecanismo biológico através do qual estes anticorpos bloqueiam o vírus.
“A descoberta destes antígenos de poderes excepcionalmente amplos de neutralização do HIV e a análise que explica como operam representam avanços animadores para se descobrir uma vacina capaz de proteger de forma ampla contra o vírus da Aids”, comemorou o doutor Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional Americano de Alergias e Doenças Infecciosas (NIAID).
“Além disso, a técnica a que as equipes de pesquisa recorreram representa uma nova abordagem que poderia ser aplicada à concepção e ao desenvolvimento de vacinas contra muitas outras doenças infecciosas”, acrescentou, em um comunicado.
Estes virologistas descobriram dois anticorpos, produzidos naturalmente pelo organismo, no sangue soropositivo.
Eles conseguiram fazer seu isolamento usando uma nova ferramenta molecular, uma das proteínas que formam o HIV, que os cientistas modificaram para que se fixasse em células específicas que produzem os anticorpos que neutralizam o HIV.
Esta proteína foi programada para reagir exclusivamente nos anticorpos específicos onde o vírus se une às células no organismo humano que infecta.
Depois destas descobertas, os cientistas começaram a desenvolver componentes de uma vacina que pode ensinar ao sistema imunológico humano a produzir grandes quantidades de anticorpos similares aos antígenos VRC01 e VRC02.
“Aproveitamos nossa compreensão da estrutura do HIV, neste caso de sua superfície, para afinar nossas ferramentas moleculares que permitem ir diretamente no ponto fraco do vírus e nos guiar na escolha de anticorpos que se unem especificamente a este ponto e o impedem de infectar as células humanas”, explicou o doutor Gary Nabel, do NIAID, que codirigiu as duas equipes de cientistas em várias universidades, como a faculdade de Medicina de Harvard (Massachusetts, leste dos EUA).
Encontrar anticorpos capazes de neutralizar cepas de HIV em todo o mundo foi, até agora, muito árduo, já que o vírus muda constantemente as proteínas que recobrem sua superfície para escapar da detecção do sistema imunológico, destacam os autores destes trabalhos.
Esta capacidade de mutação rápida resultou em um grande número de variações do HIV, mas os virologistas puderam detectar alguns pontos na superfície do vírus que permanecem constantes nas cepas, como as que unem os anticorpos VRCO1 e VRCO2.
Fonte: Jornal Folha de São Paulo
O primeiro passo para a criação de pulmões artificiais foi dado por cientistas dos EUA. Em estudo da Universidade de Yale, pesquisadores conseguiram regenerar o tecido pulmonar de ratos usando células-tronco. Já um time da Havard desenvolveu um tecido para testar novas drogas.
Os estudos, publicados na Science desta quinta-feira (24), indicam que dentro de alguns anos será possível substituir órgãos com problemas e testar o funcionamento de tecidos em dispositivos artificiais e não em animais. “Este é um pequeno passo na regeneração de pulmões inteiros para animais maiores e, eventualmente, para o homem”, disse Laura Niklason de Yale.
Sua equipe retirou praticamente todas as células do pulmão, deixando apenas a estrutura básica, similar em todos os seres. Como ela é feita de colágeno, praticamente não há chances de rejeição. Eles, então, colocaram esse tecido em uma cultura de células-tronco específicas dentro de uma incubadora.
As células se posicionaram corretamente nos locais necessários, o que fez os cientistas acreditarem que elas possuem códigos postais. Assim, elas criaram alvéolos, vias aéreas e vasos sanguíneos para permitir a troca de oxigênio do pulmão com o sangue.
Ao ser implantado novamente em ratos, o tecido funcionou como verdadeiro, auxiliando-os a respirar. Porém, após pouco mais de duas horas, coágulos de sangue apareceram. Eles trabalham agora para resolver este problema.
Os cientistas esperam fazer órgãos com as próprias células-tronco da pessoa e induzir o processo de diferenciamento celular a partir daí.
Sem cobaias animais
Já os pesquisadores liderados por Donald Ingber, da Harvard, buscaram um novo meio de estudar o pulmão para desenvolvimento de drogas sem utilizar animais. O microchip do tamanho de uma ervilha imita as funções dos alvéolos pulmonares, simulando a troca de oxigênio do pulmão com o sangue. Ele é composto por três partes, células do pulmão, uma membrana permeável e um vaso sanguíneo. Eles precisam ainda provar que o dispositivo consegue trocar gases, função essencial do pulmão.
Fonte: Uol Ciência










